Aug 21
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Cafuka prepara “ Ressonância da Água” em Agua Izé PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 18 Março 2014 08:16

Cafuka prepara “ Ressonância da Água” em Agua Izé

“Ressonância da Água” é o tema de uma exposição de artes plásticas que a Associação Artística Cafuka, projecta trazer ao público nos próximos tempos. As antigas oficinais mecânicas e de serralharia da roça Água Izé vão ser palcos da exposição.

Os jovens da comunidade agrícola de Água Izé, arregaçaram as mangas e juntaram-se a Associação Cafuka nos trabalhos de limpeza e organização do espaço das antigas oficinais da roça, para funcionar como sala da exposição Ressonância da Água”.

Eduardo Malé, líder da Associação de Artistas Plásticos são-tomenses, explicou os objectivos da Cafuka em levar artes plásticas para palcos da roça. «Queremos fazer uma espécie de descentralização das artes, que por norma acontece nos grandes centros. Essa ideia da descentralização tem a ver com a nossa política de trabalhar com as comunidades de forma que as comunidades das zonas do interior possam ter acesso e usufruir das artes plásticas», detalhou.

Os jovens da Roça Água Izé, consideram que fica aberta a oportunidade também para descobrirem os seus talentos no mundo das artes plásticas. «É um avanço para nós aqui na comunidade», declarou u dos jovens de Água Izé.

Abel Veiga

 
Houve Diálogo antes da queda de Patrice Trovoada e do seu Governo PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 18 Março 2014 08:14

Houve Diálogo antes da queda de Patrice Trovoada e do seu Governo

A garantia é do Presidente da República na sessão de auscultação de membros da população do distrito de Água Grande, na segunda – feira. Segundo Pinto da Costa antes da queda do XIV Governo Constitucional promoveu diálogo entre os partidos políticos com assento parlamentar, para forjar entendimento e evitar a queda.

O anfiteatro do Instituto Superior Politécnico na capital são-tomense, acolheu largas dezenas de pessoas que foram dar a sua contribuição com vista a realização do Diálogo Nacional. Uma boa parte de pessoas presentes era militante do partido ADI.

O Presidente da República foi confrontado com algumas preocupações, relacionadas com a vida e morte do Governo de Patrice Trovoada. Alguns populares questionaram sobre o facto do Chefe de Estado não ter promovido diálogo na altura em que o XIV Governo Constitucional, caminhava para a sua queda. «Antes da queda do Governo houve diálogo. Eu é que fiz todos os possíveis para que os partidos se entendessem, antes da queda do governo. O partido ADI naquela altura só estava interessado em discutir com o MLSTP e mais ninguém. Eu disse não, não, tem que discutir com os outros. Se adirecção dos partidos não comunica aos militantes o quê que se passou, a culpa não é minha», explicou o Presidente da República.

Pinto da Costa disse que é defensor da ideia de que um governo deve cumprir o seu mandato. Mas ao mesmo tempo é defensor da constituição política. «Sou adepto de um governo por 4 anos. Não é o presidente que faz cair Governo. Mas o Presidente tem que respeitar a constituição e rigorosamente cumprir», precisou.

Cumpriu o preceituado na Constituição Política a respeito da aprovação pelo parlamento da Moção de Censura ao Governo. «Esta história de dizer que o Governo caiu porque o Presidente andou por detrás, ….Só gente bastante envenenada é que pode acreditar nisso. O Presidente não fez cair governo nenhum», sublinhou Pinto da Costa.

O Chefe e Estado e promotor do Diálogo Nacional, respondeu também as questões relacionadas com a ideia de o diálogo se circunscrever apenas aos partidos políticos. Um diálogo interpartidário. «Conheço a origem desse raciocínio. Sem o povo, sem a sociedade civil. Já temos experiências suficientes de que os partidos quando se encontram nem sempre se entendem», concluiu.

Abel Veiga

 
Tenente-coronel Olinto Amado Paquete aprovado como novo Vice-Chefe de Estado Maior das Forças Armadas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 18 Março 2014 08:12

Tenente-coronel Olinto Amado Paquete aprovado como novo Vice-Chefe de Estado Maior das Forças Armadas

O Conselho Superior de Defesa Nacional aprovou na quinta – feira, a proposta do Governo para nomeação do tenente-coronel Olinto Amado Paquete, para o cargo de Vice-Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe.

O Tenente Coronel Olinto Paquete deixa assim o comando da região militar da ilha do Príncipe, e passa a ser o segundo homem na hierarquia militar. Antes de ser investido no cargo deverá ser promovido a patente de coronel

Análise e aprovação da proposta do Governo para nomeação do novo vice-chefe de Estado Maior das Forças Armadas, foi o único ponto da reunião de quinta – feira, que decorreu no Palácio do Povo e presidida pelo Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Manuel Pinto da Costa.

Abel Veiga

 
O Dialogo Nacional – Uma Oportunidade Estratégica PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 18 Março 2014 08:08

Como muitos santomenses, tenho acompanhado as polémicas em torno da iniciativa do presidente da República, intitulada Diálogo Nacional. Não é nova, e, nem inovadora essa iniciativa. Até porque em tempos idos algo similar foi feito; Fórum da Unidade Nacional.

Participei. O que muito me indignou durante os debates, foi a vontade muitos incluindo da organização em não se tocar nos aspectos sensíveis, tais como a responsabilização individual pelas (des)governações. O lema era tábua rasa.

Sobre o evento em discussão, Debate Nacional, até ontem pouca importância dei por desconhecer os contornos, e também por achar que é normal debates mesmo em famílias.

O presidente da República, de conferência em conferência tem-se esforçado por apresentar as suas razões para esse diálogo.

O partido ADI por discordar-se desde a primeira hora auto-excluiu-se. O meu espanto e concerteza de muitos, foi ver os partidos que suportam ao governo a se demarcarem do evento, numa contradição total concertada entre eles.

Sempre me pareceu que o presidente Pinto da Costa era quem devia ter medo de um confronto com o passado, o certo é que ontem no distrito de Agua Grande, este deu sinais claros da sua vontade de:

- Discutir os 15 anos da sua governação em regime de partido único e cada um responsabilizar-se pelos seus actos

- Discutir os anos seguintes e cada um responsabilizar-se pelos seus actos.

Numa altura em que o mentor do debate deixa caminhos abertos para uma discussão sobre o nosso passado, o que precisamos com responsabilidade conhecer, para melhor e com responsabilidades projectar-mos o futuro, querem os partidos políticos impedirem esse confronto?

Não posso de maneira alguma concordar com os partidos politicos, principalmente aqueles que outrora vinham apoiando a ideia do debate.

As divergências são ultrapassáveis.

Há verdades que devem ser ditas; – a democracia não dá direito aos partidos politicos a intitularem-se seus donos – O que deve fazer Pinto da Costa, face a vacilação do MLSTP, PCD, MDFM e a pressão das forças invisíveis da sociedade?

Pinto da Costa deve e quer trazer ao debate, o que mais ninguém quer; a responsabilização individual dos camaradas da altura (ministros, directores, agentes, etc) pelos quinze anos da ditadura.

Pinto da Costa deve e quer trazer ao debate, o que as elites políticas santomenses não querem; verdades sobre a desordem, a corrupção e a impunidade conivente instalada nos órgãos de soberania;

Pinto da Costa deve e quer trazer ao debate, o que os outros não querem, responsabilização pela má governação e gestão de bens públicos instalada após a abertura ao multipartidarismo até o presente.

Alguns dirão agora, Danilo Salvaterra apoia o Pinto da Costa. DESENGANEM-SE. Pinto da Costa não foi e nem seria eleito com o meu voto. Simplesmente é preciso dar razão a quem a tem.

Se eu fosse a escolher temas para esse debate, pegaria no mote da conferência do distrito de Agua Grande e proporia dois pontos para o debate:

1 – Verdade-Justiça – Reconciliação Nacional

Objectivos – Responsabilizar a cada um pelos seus actos, através da verdade e justiça

2 – O Amanhã – Uma Ideia Estratégica

Objectivos – Definição do que queremos enquanto país e compromissos para os alcançar

Entendo que enquanto não formos capazes de discutir com responsabilidades o nosso passado e com justiça projectarmos o futuro, jamais seremos uma nação, senão pedaço de terra dirigida por uma oligarquia incompetente e corrupta.

Deus abençoe a S.Tomé e Príncipe, e aos seus homens de boa vontade

Regards/Cumprimentos

/Danilo Salvaterra/

 
Jovem de Caué deu exemplo de como o clientelismo político tem corroído a sociedade são-tomense PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Quinta, 06 Março 2014 06:42

Jovem de Caué deu exemplo de como o clientelismo político tem corroído a sociedade são-tomense

No quadro do tema do Diálogo Nacional, referente a promoção da democracia e do desenvolvimento económico e social do país, um jovem de Caué, formado em Direito deu exemplo prático de como é importante o país sentar e dialogar para extirpar do seu seio males que o enfermam mortalmente.

Baltazar Quaresma, jovem habitante da cidade de Angolares no sul da ilha de São Tomé, formou em direito na Universidade Lusíada de São Tomé. Conseguiu a formação com apoio do ex-Presidente Fradique de Menezes.

Não confessou publicamente, mas nas suas palavras deixou claro que é militante do partido de Fradique de Menezes o MDFM. Na sua intervenção na reunião com o Presidente da República na cidade de Angolares, disse que tentou trabalhar na Câmara distrital de Caué, mas não teve hipóteses, mas numa segunda tentativa conseguiu ser enquadrado na autarquia local.

No entanto antes disso, soube que a Assembleia Nacional, estava a recrutar estagiários para os seus serviços. Importante é o facto de na sua proposta de candidatura para estagiários, o parlamento ter dado preferência aos jovens dos distritos de Lembá e Caué. «Inscrevo para o estágio, e os documentos do Baltazar chegam as mãos do Presidente da Assembleia Nacional. Este liga para alguém no distrito de Caué e pergunta… Baltazar é de que partido? E dizem olha o Baltazar é do MDFM, é o homem do MDFM, mas ele apoia esse partido porque gente do MDFM, ajudou-lhe bastante. No entanto o Presidente da Assembleia Nacional, liga para outro indivíduo do MLSTP no distrito que o diz….. olha aquele não, aquele não serve para nós… , e pronto a minha hipótese de estagiar caiu por terra, ….como é que se pode falar de democracia nestas situações?», interrogou.

O jovem disse que «alguns de nós somos políticos falsos». Condenou o clientelismo político, e considerou que a semelhança de muitos jovens e não só, foi alvo de exclusão. Uma situação que choca com a necessidade de união para o país progredir.

Contestou o facto de as pessoas terem acesso ao emprego e outras oportunidades, não pela competência técnica ou profissional, mas apenas pela coloração política.

O caso de Baltazar Quaresma é um exemplo prático, da importância do Diálogo Nacional e dos temas nele inscrito. A sociedade são-tomense está enferma de vícios, clientelismo, rancores e outros males cujo tratamento só pode ser encontrado com diálogo e na concertação.

Abel Veiga

 


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