Apr 24
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Praia Cruz empata no terreno de pantufo e Juba tem a vida cada vez mais complicada PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 23 Julho 2013 06:56

Praia Cruz empata no terreno de pantufo e Juba tem a vida cada vez mais complicada

Os Leões do Mar da Praia Cruz, se adiantaram no marcado desde a primeira parte do jogo com a Aliança de Pantufo, mas consentiram empate a uma bola, já no segundo tempo.

Kadô com númerto 3 na camisola marcou um livre a favor do pantufo, e anulou a vantagem da equipa de Praia Cruz. Um livre marcado, de forma tensa, com o pé esquerdo, colocou justiça no marcador.

Apesar de não conseguir a vitória, o treinador da Praia Cruz, Tó Adão garantiu a Téla- Nón que foi um jogo positivo. «Foi um jogo positivo para nós, porque nós não perdemos três pontos, mas a luta continua», declarou, Tó Adão.

Também o treinador de Aliança considerou que o empate foi positivo e que tem sabor de vitória. «Entramos mal no jogo e depois na segunda parte melhoramos, portanto este empate tem sabor de vitória», constatou, Donê, treinador da Aliança de Pantufo.

O homem do jogo, Kadô, manifestou-se surpreendido com o golo marcado. «Eu não esperei marcar um golo assim neste jogo», disse o jogador da Aliança de Pantufo.

Com este resultado, a UDRA aumenta pressão sobre o Sporting da Praia Cruz, que tem agora uma vantagem de 5 pontos em relação ao seu principal perseguidor na luta pelo título. A equipa da UDRA de São João dos Angolares, que na ronda número 11 do campeonato de futebol, venceu em casa no último fim de semana, a Cruz Vermelha de Almeirim por 2-0.

Praia Criz tem 29 pontos e a UDRA 24.

Quem está em maus lençois é a Juba de Diogo Simão, que perdeu diante do Vitória do Riboque por 2 bolas contra uma. A equipa do Riboque consolidou assim a terceira posição, com 21 pontos, enquanto a Juba se mantem sobre a linha de água com 7 pontos, acima da Cruz Vermelha de Almeirim, que a décima primeira jornada do campeonato só tem 4 pontos.

Bendzaison Lima

 
Estanislau Afonso também analisa o tema Moção de Censura(opinião) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 23 Julho 2013 06:52

Estanislau Afonso também analisa o tema Moção de Censura(opinião)

O partido político Acção Democrática Independente (ADI) defendia publicamente a estabilidade governamental e, chegou mesmo a lançar um candidato nas eleições presidenciais com este propósito. Mas afinal, o objectivo fundamental desta força política, foi uma estratégia de grupo, para apenas salvaguardar e manter ao todo custo o fraco governo liderado pelo Patrice Trovoada, causando prejuízo incalculável ao povo de S. Tomé e Príncipe.

Mas o certo, é que deploravelmente fiquei muito surpreendido, a população santomense ficou chocada, quando um grupo de deputados desta força política, apresentaram moção de censura ao XV governo, aqueles senhores que ficaram em casa a mais de seis meses a receber dinheiro de Estado sem trabalhar, ou seja, sem participar activamente no plenário. Aparecem de repente na Assembleia Nacional, como se fosse praga, sem justificação ao povo, apenas querem provocar mais uma crise política.

Cheio de políticas falhadas, este partido político que mandou a população sair a rua com manifestação e, que no entanto, aproveitaram a liberdade de expressão para insultar a sua excelência o senhor presidente da República, porque na verdade não reconheciam a moção de censura como instrumento da democracia. Lamentavelmente, esses mesmos políticos de idade adulta, que dizem serem jovem para tirar proveito do eleitorado jovem, alguns juristas que não aceitaram moção de censura na democracia, agora usam a mesma arma como salva vidas, de forma a derrubar o governo legítimo.

Por outro lado, sou da opinião que o presidente da Assembleia Nacional não deveria rejeitar a moção de censura, no meu ver esta atitude fragiliza e compromete o regular funcionamento da nossa jovem democracia. Ao contrário disso, seria melhor que a moção de censura que foi entretanto apresentada, fosse discutida e decidida no plenário, pelos 55 deputados de Assembleia Nacional. Face ao sucedido, nessas circunstâncias, é preponderante testar o apoio parlamentar ao actual governo, mostrar mais uma vez que não estamos perante um governo de iniciativa presidencial, conforme muitas pessoas têm vindo ao público relatar.

Para terminar gostaria de deixar um apelo, uma vez que os santomenses já estão cansados de instabilidades governamental, espero que o Presidente de Acção Democrática Independente (ADI) seja um pouco mais responsável e deixe o governo trabalhar.

Estanislau Afonso

 
Madalena inaugurou Festival da Gravana PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 23 Julho 2013 06:49

Madalena inaugurou Festival da Gravana

A pequena vila localizada no interior da ilha de São Tomé, há cerca de 8 quilómetros da capital são-tomense, celebrou a festa da sua padroeira, “ Santa Maria da Madalena”. Uma região onde o frio da Gravana se faz sentir com maior incidência, e que serviu para o arranque do Festival que só termina em finais de Agosto.

Para além de inaugurar o Festival da Gravana, a celebração da festa da Santa Maria da Madalena, deu impulso a jornada da família. O Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel António, sublinhou a coincidência de a Jornada da Família, promovida pela igreja, acontecer na mesma altura da festa de Madalena. «É interessante ver esta festa de Santa Maria da Madalena, coincidir com esta realidade. É um voto de parabéns para todas as mulheres», referiu o Bispo.

Santa Maria da Madalena, padroeira da freguesia da Madalena, tem para a Igreja Católica um significado importante, no contexto da família. «Ao recordar Santa Maria da Madalena, é importante recordar o papel da mulher na sociedade. Afirmarmos, a presença da mulher dar-lhe o justo valor, e apelar que a mulher saiba assumir de facto a sua dignidade de mulher», pontuou o Bispo católico.

Naturais e amigos da Vila da Madalena, com destaque para Fradique de Menezes, ex-Presidente da República, patrocinaram a festa que começou na última sexta – feira e só terminou esta segunda-feira.

Diversos grupos culturais, animaram a pequena Vila, que é mãe de uma extensa freguesia que preenche a região centro da ilha de São Tomé. O poder local de Mé-Zochi, conseguiu recuperar os jardins da Vila que antes tinham-se transformado em matagal. Madalena tem um plano de urbanização que continua a ser um projecto.

Madalena é uma das regiões onde o vento da Gravana (estação seca), sopra com mais frio. O Governo que está a promover o Festival da Gravana, decidiu aproveitar o frio de Madalena para inaugurar o Festival que vai aquecer São Tomé até finais de Agosto. Estação do ano que tende a contribuir para o aumento da população. O vento mais fresco da Gravana, gera química entre corpos que procuram calor entre si.

Abel Veiga

 
Produção de gado bovino volta a ser aposta do sector da pecuária PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 23 Julho 2013 06:46

Produção de gado bovino volta a ser aposta do sector da pecuária

O Ministério da Agricultura e Pescas, recebeu no último fim-de-semana 110 cabeças de gabo bovino provenientes do Brasil, para disseminação da produção bovina no país. O Ministro António Dias, que recebeu o gado, garantiu aumento para futuro breve o aumento da produção de carne no país.

O país que tinha importante quantidade de gado bovino nas suas diversas roças, comeu quase tudo, e já na década de 90 as roças já não tinham mais boi. A carne de vaca tem preço proibitivo no mercado nacional. Ficaram também as saudades, de leite de vaca fresco, que era vendido nas ex-lojas de povo.

O antigo centro leiteiro de Nova Olinda, no distrito de Cantagalo, foi reabilitado para receber as 110 cabeças de gado bovino que o governo importou do Brasil, para reanimar a produção nacional.

O gado que chegou no último fim de semana num avião cargueiro, foi recebido pelo ministro da agricultura e pescas. «Acabamos de importar 110 bois da raça Nelore, que se adapta facilmente as condições do país», explicou o ministro António Dias, tendo acrescentado que o gado importado do Brasil, vai acasalar-se com a raça dominante no país, para aumentar a produção de carne. «É uma raça que na fase adulta pode atingir 400 a 450 quilos, quando a raça que temos aqui, na fase adulta atinge cerca de 250 quilos. Vamos desenvolver a bovinicultura no país», frisou, o ministro.

Segundo o ministro, o gado vai ser concedido à médios empresários agrícolas e a alguns pequenos agricultores. O Ministério da Agricultura e Pescas já definiu 4 grupos de possíveis beneficiários.

Abel Veiga

 
Reflexão de Eugénio Tiny sobre a Moção de Censura (opinião) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 23 Julho 2013 06:43

Nenhum Poder, (entendido aqui, Governo e o Partido que o sustenta), quer, em boa verdade, ouvir falar da MOÇÃO de CENSURA e, não é, uma questão que se vive apenas, em S. Tomé e Príncipe, porque constitui sempre uma ameaça para a sua existência.

MOÇÃO DE CENSURA

Por, Eugénio Tiny

Muito se falou sobre a questão, mas muito pouco se esclareceu quanto a mesma:

De tal modo que, volvido esse tempo já passado, durante o qual o País conheceu, um período de grande efervescência política, ainda hoje, muita gente tem questionado, sobre a sua legitimidade e utilidade, no âmbito da política interna são-tomense, com especial ênfase, tal como foi ela utilizada, para a queda do Governo do Senhor Dr. Patrice Emeri Trovoada.

Nenhum Poder, (entendido aqui, Governo e o Partido que o sustenta), quer, em boa verdade, ouvir falar da MOÇÃO de CENSURA e, não é, uma questão que se vive apenas, em S. Tomé e Príncipe, porque constitui sempre uma ameaça para a sua existência.

É preciso, que no entretanto, não se ignore, o ascendente psicológico que a existência da MOÇÃO DE CENSURA no Regimento da Assembleia Nacional e da sua consagração no Quadro Constitucional São-tomense, provoca nos Partidos Políticos da oposição, particularmente, os que têm assento no parlamento. É a única arma de que dispõem para colocar em sentido o Partido no Poder e o seu Governo; não têm outra arma, para com ela, ombrear o poder. Muito se badalou quanto a sua relevância, e, particularmente, se ateve amiúde ao conteúdo das questões enumeradas como fundamento e pertinência para a consumação do facto e das suas consequências constitucionais. Esta questão depende apenas, e, felizmente, da vontade do seu proponente ou proponentes, e tem certa lógica:

Supõe-se que a oposição tivesse de esperar pela aceitação ou não, da relevância dos assuntos admitidos para discussão e aprovação; para todos efeitos óbvios, nunca haveria quaisquer Moções de Censuras, e com elas, os efeitos práticos da lei. Existe propositadamente para favorecer uns e outros quando for o caso.

Não é fácil aceitar-se o seu efeito prático sobretudo, pelo estrago que provoca ao poder destituído, e se se atender, também, ao facto de que as Eleições constituem gastos e outros esforços que são necessários desenvolver-se com vista à sua realização. Mas, deve-se procurar entender, por outro lado, a razão intrínseca da existência de cada coisa Política.

A política é, além da luta pelo poder, também o exercício do poder.

E como é sabido de todos só quando se tem o poder, que é, “ a FACULDADE de MANDAR e a CAPACIDADE de se FAZER OBEDECER”, se consegue levar por diante quaisquer projectos políticos. Daí que, como os Partidos Políticos existem para conquistarem e exercerem o poder, a própria lei, que é o resultante da elevação da consciência colectiva dos povos, no caso em concreto, (Povo São-tomense), cria essas condições, que sendo cegas e acessíveis a todos os Partidos Políticos, numa dada situação em concreto, podem socorrer-se delas para atingirem ao Poder, ou agirem em sua defesa, de modo formal e legal. Refiro-me a Moção de Censura ou de Confiança.

Portanto, a lei cumpre assim, um dos pressupostos da Política no sistema multipartidário que é, também, a COMPETITIVIDADE. Hoje, está o Partido A, amanhã estará o Partido B, e tudo devia se passar no quadro dialéctico, dessa mutabilidade, bipolaridade, e contraditoriedade.

Porém, tal como existe a “MOÇÃO DE CENSURA”, também existe a “MOÇÃO de CONFIANÇA, 1e 2 do art. 224 do RAN”, pouco falado, mas de igual valor jurídico, em favor do Poder submetido à aprovação; tudo depende da HABILIDADE POLÍTICA, ou melhor, do profissionalismo com que são tratadas essas matérias. Deve-se deduzir que quem vence, escusa-se de dizer foi mais profissional e quem perde o seu contrário. É proibido, e até mesmo insultuoso, pensar-se diferentemente sem outras provas.

A não conferir uma maioria absoluta ao Partido vencedor o ADI, para o bem geral de todos os são-tomenses, (e para conferir a máxima de que o Povo, nunca se engana), quis uma outra coisa, que foi, ao meu ver, (com todo o respeito por outras opiniões), não tida em conta. E, sempre, e sempre, erros políticos pagaram-se caros.

A MORALIDADE da POLÍTICA é AQUELA que ELA PRÓPRIA CRIA. (Eugénio Tiny)

 


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