Jul 30
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Departamento da Polícia angolana de combate ao crime organizado integra missão de peritos em São Tomé PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 06 Agosto 2013 12:36

Departamento da Polícia angolana de combate ao crime organizado integra missão de peritos em São Tomé

A missão de peritos do Ministério do Interior de Angola, que está a visitar São Tomé, já se inteirou da situação da cadeia central e do funcionamento da PIC. Chefe do departamento da polícia angolana encarregue do combate ao crime organizado integra a missão.

Cipriano Delgado, chefe do departamento de cooperação do Ministério do Interior de Angola, enalteceu a importância do trabalho técnico que a missão está a desenvolver em São Tomé e Príncipe, que vai permitir ao Governo de Angola, agir de forma segura em termos de ajudas ou parcerias que poderá estbelecer com o executivo de Gabriel Costa, para favorecer a reforma do sector da Justiça.

A delegação de peritos angolanos, que visitou o único estabelecimento prisional de São Tomé, deu conta do avançado estado de degradação da cadeia central, que está superlotada. O Estado são-tomense tem um vasto terreno na roça São José, antiga dependência de Monte Café, para construção de um novo estabelecimento prisional. Mas falta dinheiro.

Questionado pelo Téla Nón, sobre a possibilidade de Angola participar no processo de construção da nova penitenciária, Cipriano Delgado, disse que tudo está em aberto. O trabalho dos peritos no terreno, vai dar pistas ao Ministério do Interior de Angola.

Segundo Cipriano Delgado, só o facto do ministro do interior de Angola, Agnelo Veiga Tavares, ter despachado a missão de peritos, para avaliar a situação no terreno, e fazer o respectivo levantamento das necessidades, é prova contundente de que Angola está determinada em cooperar com São Tomé e Príncipe, nos respectivos domínios, a nível nacional estão sob a tutela do Ministério da Justiça. «Estamos a analisar em que medida podemos ajudar na tarefa de melhorar a tarefa prisional. A PIC também tem alguns problemas e vamos estender as mãos a São Tomé, para ver em que medida podemos ajudar», pontuou o Chefe da Delegação Angolana.

A Polícia de Investigação Criminal, PIC, foi outro alvo da visita de trabalho da missão técnica angolana que na quarta – feira visitou também o terreno de São José, onde deverá ser construído o novo estabelecimento prisional. «Estão a analisar connosco os vários desafios que temos no que concerne polícia de investigação criminal e reinserção social. Isto como forma de encontrarmos a melhor forma de resolver tais desafios», declarou a ministra da Justiça Edite Ten Jua.

Abel Veiga

 
Quintas deixa GRIP para ser embaixador PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 06 Agosto 2013 12:34

Quintas deixa GRIP para ser embaixador

António Quintas do Espírito Santo, militante do MLSTP/PSD, foi nomeado pelo Presidente da República como novo embaixador de São Tomé e Príncipe na República da China-Taiwan. O biblioteconomista deixa o gabinete de registo e informação pública, para ocupar o lugar deixado pelo seu amigo e camarada de partido Jorge Amado, como embaixador em Taipé.

Político conflituoso, António Quintas, cresceu nas estruturas do MLSTP/PSD, tendo ocupado o cargo de Ministro das Obras Públicas e Infraestruturas num dos governos de unidade nacional, liderado por Maria das Neves. Jorge Amado, actual Presidente do Partido, e o advogado Adelino Izidro, foram desde sempre os seus grandes amigos e camaradas no seio das fileiras do MLSTP/PSD.

António Quintas, fez parte do grupo de revoltosos do MLSTP que combateu a liderança de Rafael Branco no partido. Um grupo de “indignados” no seio do MLSTP que em 2010 ajudou a derrotar Rafael Branco e o próprio MLSTP/PSD nas eleições legislativas de 2010.

Proprietário de uma média empresa agrícola nas terras de Pedra Maria, na zona de Santa Cruz – Madalena,nos últimos anos António Quintas se dedicou a agricultura, a par da Direcção do GRIP-Gabinete de Registo e Informação Pública. Um organismo criado pela Assembleia Nacional, no quadro da lei de petróleo para informação da opinião pública sobre todos os aspectos ligados a prospecção e exploração do ouro negro tanto na zona económica exclusiva são-tomense, como na fronteira marítima com a Nigéria.

Participou no processo de reconciliação interna no seio do MLSTP/PSD, que deu lugar ao congresso extraordinário em que o seu amigo e ex-embaixador de São Tomé e Príncipe em Taiwan, Jorge Amado, foi eleito presidente do partido.

Agora por decreto presidencial, de Pinto da Costa, António Quintas do Espírito Santo, deixa a sua quinta de Santa Cruz-Madalena, para ser inquilino da embaixada de São Tomé e Príncipe em Taipé-República da China – Taiwan.

Abel Veiga

 
O MEU PAÍS II – REFLEXÃO ACADÉMICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 06 Agosto 2013 12:31

O MEU PAÍS II – REFLEXÃO ACADÉMICA

“Tenho acompanhado o Programa Nós Por Lá, do “Jerónimo Moniz e Nilton Medeiros”, e francamente, do que tenho visto e ouvido, noto, que as coisas se começam a mudar; as pessoas, já começam a ver o seu país, (S. Tomé) de forma diferente; falam, dizem o que pensam, fazem apelos diversos aos governantes, exigem mais dos mesmos, é, uma forma de participação.

O MEU PAÍS II

REFLEXÃO ACADÉMICA

Eugénio Tiny

- De volta –, cá estou eu novamente, para dar continuidade a minha reflexão anterior, sob o título, “O Meu País”:

Mas, antes de tudo, quero agradecer a todos aqueles que consideraram de útil a minha reflexão política sobre “S. TOMÉ E PRINCIPE”, no quadro do trigésimo oitavo aniversário da sua independência.

- Não é, a primeira vez, que me debruço, cuidadosamente, sobre actividades reflexivas em jeito académico, (como bem, tenho sublinhado), relativas aos diferentes assuntos políticos nacionais. As minhas aventuras nessas lides já datam, de algum tempo a esta parte: as várias “Reflexões e Opiniões” que, no entretanto, fui produzindo, foram publicadas a seu tempo, no JORNAL O PAÍS, (“A ERA DO PETRÓLEO”, um Editorial afeto ao IUCAI, INSTITUTO UNIVERSITÁRIO, DE CONTABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO E INFORMÁTICA): Infelizmente, nem sempre, os textos de suporte, foram produzidas com a qualidade mais desejada, quer, do ponto de vista da gráfica e da grafia, como até, dos seus próprios conteúdos, que, reconheço, deverem ser, constantemente melhorados. Assim, por exemplo, dentre as reflexões e opiniões já publicadas, destaco as seguintes: “O ESTADO DO DIREITO”, “A POLÍTICA E OS PARTIDOS POLÍTICOS”, “CONTRIBUIÇÃO PARA AS PRISIDENCIAIS 2011, I e II”, “OPINIÃO SOBRE A CIDADE S. TOMÉ”, “OPINIÃO SOBRE A TAXA DA JUSTIÇA EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE”, “REFLEXÃO SOBRE A NECESSIDADE DE UMA NOVA DIVISÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA DO PAÍS” e “SOBRE A AUTORIDADE DO ESTADO”, “A JUSTIÇA EM S. TOMÈ E PRINCIPE”, O COMÉRCIO EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE, I, II e III, DESLOCAÇÃO AO EXTERIOR DO SENHOR PRIMEIRO MINISTRO, CHEGADA AO PAÍS DO SENHOR PRIMEIRO MINISTRO, “O MEU AVÔ e a má-língua sobre ele,” (ver o “J. O País Digital”), etc.

Todavia, o mais importante, (entendo eu), é, que possa de forma livre, “sublinho”, e liberal, continuar a dizer o que penso, independentemente, de quaisquer outros juízos, que se podem fazer sobre os mesmos factos, e, ou, assuntos, contanto que, essas reflexões, (opiniões, ou outras, que sejam), contribuam de alguma forma, para o bem geral; é, muito bom, e até mesmo desejável, que seja assim: ora, sempre pensei deste modo, e também, na verdade, por esta atitude, sou muitas vezes, incompreendido e censurado; é, normal! A luz e a escuridão, só são inimigas temporárias. Uma não vive sem a outra:

- Mas, tenho perguntado a mim mesmo, para o meu próprio reconforto: – o que me importa isto –, se o bem-estar geral, tem vindo a ser apenas, a sombra da sua realidade projectada? Que perderia em presença de quaisquer criticas? Nada, nada…

- Senhor leitor, – perdoe-me! Não, não posso responder a sua pergunta relativamente à posição dos Partidos Políticos, MLSTP/PSD, PCD, MDFM/PL, no seio da actual TROIKA, porque não é, esse, o meu objectivo principal: seria considerado “presunçoso”, e, à luz da minha própria experiência da vida, (não desejo, de modo algum, esta “tara” para minha carroçaria que é pequena por demais. O que lhe posso todavia dizer, para que você faça o seu próprio juízo é, que, o peso que tem cada Partido Político na cena política são-tomense, seja ela, no quadro duma”TROIKA, como é, o caso”, não está só, na proporção relativa a sua representação parlamentar, mas sim, no de figuras que os compõem em cada momento: assim, por exemplo: – pode chegar a chefia do governo, quem o povo ignorou nas urnas, e não seria, a primeira vez, e, como vão as coisas, “Parlamento e o Governo”, agora, legitimadíssimos, pela ADI, pouco espero, que seja à última. O Dr. Patrice Emeri Trovoada foi também Chefe do Governo, em substituição do Eng. Tomé Vera Cruz, quando não tinha sido o seu Partido vencedor das eleições… Mas, devo, por razões de justiça esclarecer, que o seu partido, tinha representação parlamentar; o que, ainda assim, não valida, em condições normais, e de competitividade democrática, o “facto político realizado”. E foi ainda pior, o seu desfecho, através da recorrente Moção de Censura. Portanto,” neste particular tão bestial”, não quero dizer mais nada, porque a promiscuidade nesta esfera, tem sido, de tal ordem, que ninguém, (dos envolvidos), pode atirar a primeira pedra…

Karl Popper – disse na sua Obra, Conjecturas e Refutações –, cito, não há fontes últimas do conhecimento. Todas as fontes, todas as sugestões são bem-vindas, fim de citação: Quero mais, do que simples resposta, a sua pergunta; - quero, que através dos factos, por mim apresentados no, “O MEU PAÍS”, “você” faça, à sua própria reflexão –, e, de modo que, se for possível, se possa constituir, uma corrente espiritual reflexiva sobre o país, capaz, de influenciar os corações das mulheres e dos homens, (principalmente, daqueles que governam), para feitos políticos e sociais mais promissores.

Como? É pois, a pergunta que amiúde se colocam:

- Por exemplo: tenho acompanhado o Programa Nós Por Lá, do “Jerónimo Moniz e Nilton Medeiros”, e francamente, do que tenho visto e ouvido, noto, que as coisas se começam a mudar; as pessoas, já começam a ver o seu país, (S. Tomé) de forma diferente; falam, dizem o que pensam, fazem apelos diversos aos governantes, exigem mais dos mesmos, é, uma forma de participação. Ao nível interno, há também movimentações diversas, manifestações de desagrados etc. ; há dias, fiquei muitíssimo satisfeito, quando vi na Televisão Nacional, um cidadão, chamando a atenção das autoridades, para a necessidade urgente, de se proceder a remoção de um gerador, ignorantemente instalado, de forma, a não só, obstruir a visibilidade ampla, de um Quadro, produto do trabalho conjunto, do saudoso artista plástico moçambicano, Malangatana e são-tomenses, como também, o da sua própria destruição, através dos derrames dos lubrificantes e fumos do escape; é, uma outra forma de participação.

Note-se: Aristóteles criticou Platão, “seu mestre”, porque achou ele, que este, (Platão), tivera muito boas intenções, sobre a cidade ideal, mas, nenhuma experiência governativa de ser realçada; (não ter governado): porém, ainda assim, não o deixou de elogiar, quanto, ao alcance na época, dos seus ideais, porque, acreditava, (em 384-322 a.C.), como acredito também hoje, (em 2013 – 07-31), que os espíritos dos bons hábitos e costumes, (numa palavra, espíritos inteligentes), não deixarão de reaparecer, (de forma muito particular e ímpar), na consciência de algumas mulheres e de alguns homens, para a sua eventual construção; (Um País melhor).

Com isto, penso ter chegado ao aspecto crucial da minha anterior reflexão:

- Ao aceitar-se a ideia aristotélica, provinda da antiguidade clássica sobre a individualidade ímpar de cada ser humano, “hodiernamente comprovada pela ciência”, e, se, se juntar a esta ideia, uma outra, “noutros termos”, de que o País não se compõe apenas de uma multidão de homens, (mulheres e homens), mas de espécies diferentes de homens; e ainda, de que ele, (o País), não subsistiria se todos eles, (mulheres e homens), fossem semelhantes e iguais; então, num estado de raciocínio assente na lógica, se punha, (ou se podia colocar, como, seria óbvio e natural), a seguinte pergunta: como se deve posicionar, quando a vontade da maioria é, simplesmente ignorada e desprezada, e imposta uma outra unipessoal, ou de outra índole, “egoística”?

Certamente, que numa situação destas, geram-se máculas espirituais, por virtudes das várias expectativas “ naturais”, goradas e não concretizadas.

Mas, o que é mais grave, e “TODO POLÍTICO, OU INICIADO DA POLÍTICA” precisam sabê-lo, – a ninguém, por mais douto que seja, a natureza, (DEUS), conferiu o poder omnisciente de, por antecipação, destino político, ou qualquer outro, de precedência “ontogénica” –, “que só a ela cabe saber”, reservado a cada indivíduo, no seu individual, dentro de uma sociedade.

Por isso, aceite-se, ou não, na política, pela sua importância, na determinação da prossecução complexa da vida colectiva, (daí o seu nascimento primeiro que todos os outros ramos do saber humano conhecido), qualquer procedimento no sentido contrário é, presunçoso, gera máculas espirituais graves, e quase sempre, pagos por custos elevadíssimos; “nalguns países, com guerras e assassinatos, noutros, como, no nosso, em perdas do dinheiro, estagnação, desorganização, “invejas entronizada” fugas de cérebros e outras mazelas mais”, porque, a vida em sociedade não pára.

- Deste modo, para que o caminho se abra, há que pagar as máculas, (erros cometidos), duma forma ou doutra; eis, por conseguinte, acredito piamente, as causas de alguns desperdícios financeiros recentes, em S. Tomé e Príncipe. Nada, acontece por acaso!

Então, porque ninguém possui a faculdade universal da verdade, há que deixar a natureza fazer o seu percurso, fazer a sua própria selecção, porque dela sim, tem-se, firme certeza, de que não se engana nunca.

S. Tomé e Príncipe, como país independente, precisa de fazer o seu ajuste de contas com o passado recente:

- O Governo da Região Autónoma do Príncipe, liderado pelo senhor Eng.º Téc. To Zé Cassandra, curiosamente, para a minha surpresa, (resulta daí, o pragmatismo aristotélico, sobre a existência da diferença ímpar, entre os homens), apercebeu-se disso, não sei como, e fê-lo temerário, mas deu, corajosamente, o seu primeiro, passo; torna-se necessário, “na minha modesta reflexão académica”, avançar mais e rapidamente, para que se possa remover os obstáculos espirituais que, se não vê, infelizmente, mas que se têm, constituído, em fortes entraves para o desenvolvimento equilibrado do País.

Já escrevi sobre isto, e volto a repô-lo aqui, sem desejar, como é óbvio, que alguém me dê alguma importância; mas, oxalá, não poder estar mais certo.

- “A República” são, duas Ilhas principais; “Gerhard Seibert, tratou-as como ninguém, comparando-as com outras ilhas povoadas da mesma maneira, no seu Livro, Camaradas, Clientes e Compadres”; aquando das suas descobertas, em anos diferentes, por João de Santarém e Pêro Escobar, segundo, o que reza a história, não havia ninguém; isto significa que os actuais naturais residentes e não residentes descendem de outros povos, trazidos pelos portugueses às Ilhas:

Ora, João de Santarém e Pêro Escobar, foram navegadores, descobridores; mas, não foram colonizadores. Esses homens, portugueses, em muitos casos, “deportados” ou desterrados, (uma pena, que vigorou até muito recentemente, na ordem jurídica criminal portuguesa,” nº 2 do art. 56º do C. Penal Português, Manuel Lopes Maia Gonçalves”), (deportado), termo odiento, que, Francisco Torrinha ocultou no seu Dicionário da língua portuguesa, iam ao caminho da Índia, em busca das suas especiarias na época, muito apreciadas na Europa daquele século, (tais como: sedas, canelas, e outra mais, que me revelou a história.

Assim, se pode perguntar: para que serve então, comemorar-se as datas, destas descobertas, (21 de Dezembro), quando, o “nacionalismo exacerbado”, (até certo ponto, aceitável por altura da independência nacional; mas, inexplicável, nos nossos dias), levou a que se tivesse retirado e colocado no chão, as Estátuas representativas destes dois Navegadores Portugueses, (em S. Tomé, uma das mais velhas cidades coloniais em África), que são, indiscutivelmente, nossos patrimónios nacionais? É, preciso, que se saiba, e que se diga em voz alta que as referidas Estátuas são nossas, e não, dos portugueses: – Veja-se, o que, por sua vez, se dependurou, em lugar duma delas, (uma das referidas estátuas), em frente ao Estádio Nacional 12 de Julho; está lá qualquer coisa, que não se sabe, ao certo, o que é; se uma bola? Se um chuto? Ou se uma chupeta para crianças?” Uma pouca-vergonha, de qualquer modo”! Um País!? 38 Anos da independência!? Não:

No entretanto, na República de Cabo Verde, nada disto aconteceu: – As estátuas estão lá, nos seus respectivos lugares; com isto, o País construiu mais Praças e mais Avenidas, para colocar os seus heróis quando for caso disso, e avança para o desenvolvimento médio. É um problema de mentalidade! NINGUÉM SOBE, QUANDO COLOCA OS SEUS ANTEPASSADOS NO CHÃO; FICA NO CHÃO; SEJAM ELES, BRANCOS, OU NEGROS.

ONDE RESIDE A PREGUIÇA MENTAL, SÓ OS QUE PENSAM SÃO DESIGNADOS DE MALUCOS “ Bodim”.

 
No Príncipe Tartaruga tem futuro PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 06 Agosto 2013 12:28

No Príncipe Tartaruga tem futuro

A Região Autónoma do Príncipe tem legislação que proíbe o abate e a comercialização da tartaruga marinha. As autoridades regionais capturaram dezenas de quilos de carne de tartaruga que estava a ser comercializada no mercado e queimaram. Os infractores são sancionados.

Príncipe sempre soube o que quer para o seu futuro, em termos de protecção da sua biodiversidade. Por isso é património mundial da biosfera. Estatuto que protege com unhas e dentes. A ilha que é berço de espécies de tartarugas em vias de extinção no mundo, criou legislação que impede a captura e a comercialização de tartarugas marinhas.

Nesta semana, as autoridades da região autónoma queimaram cerca de 40 quilos de carne de tartaruga, que foi apreendida no mercado regional. Uma operação levada a cabo por guardas de praias que tem a missão de proteger as tartarugas. « É um trabalho árduo que temos vindo a desenvolver. Porque a nossa população muitas vezes não entende a nossa acção. Por hábitos seculares de consumo da carne de tartaruga as pessoas não entendem o nosso papel, neste momento estamos a queimar as carnes de tartarugas que foram apreendidas pelos guardas das praias», assegurou um responsável regional em declarações a TVS.

Segundo o responsável, recentemente algumas pessoas, foram detidas por causa do consumo da carne de tartarugas.

Príncipe defende o seu estatuto de património da biosfera, e conta com o apoio de instituições privadas, que patrocinam os guardas que protegem as tartarugas marinhas.

Abel Veiga

 
Água-Izé na senda do desenvolvimento PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por kamba de almeida   
Terça, 06 Agosto 2013 12:26

Água-Izé na senda do desenvolvimento

Foi à primeira roça de São Tomé, onde foram lançadas as sementes do cacau, pelas mãos do colono português João de Almeida, mais conhecido por Barão de Água- Izé. Hoje renasce como centro de desenvolvimento da suinicultura, e da produção do milho para garantir a segurança alimentar. Água Izé é uma roça enorme, localizada a beira mar, atravessada pela estrada número 2 que dá acesso ao sul da ilha de São Tomé. Cerca de 4 mil pessoas habitam na ex-grande roça, que recebeu no ano 1822 as primeiras sementes do cacau. Uma cultura que deu fama à São Tomé e Príncipe no mercado internacional. Desde o século XIX até o dia de hoje.

Depois dos escravos africanos, vieram gentes de Angola, Cabo Verde e Moçambique como mão de obra contratada, para continuar a produzir a riqueza do cacau a favor dos colonizadores portugueses. A sua infraestrutura, centenária ruiu por negligência dos libertadores. Tinha um cais próprio para exportação do cacau e café, e para o seu abastecimento. Era um Estado dentro do ouro. Tinha a sua própria Igreja que ainda existe, seu enorme hospital que já ruiu, vários edifícios que davam abrigo aos administradores coloniais, caíram em desgraça.

O enorme edifício da administração, a beira da estrada número 2, que era contornado por jardins que confinavam com o mar, também desapareceu. Mas o potencial da roça, para o desenvolvimento da agricultura, mantém-se intacto. Homens e mulheres com braços para o trabalho, lá estão. Aliás, a população da roça aumentou bastante.

Com essas valências, potencial agrícola mais gente jovem com braços fortes para trabalhar, a roça começa a renascer para outros desafios, sempre ligados à agricultura apesar de ser também um lugar excelente para o turismo, crescer. Tem história, tem cultura crioula gerada pelo cruzamento dos seus próprios habitantes, de várias origens. Actualmente no quadro do programa de segurança alimentar, Água Izé, está a ser berço para a produção de cereais nomeadamente o milho e a soja.

Foi inaugurado um armazém e um secador solar, para tratar do milho e da soja, que cerca de 90 agricultores estão a produzir. Uma produção que visa garantir a segurança alimentar no país. Suinicultura é outra actividade em marcha. Com o financiamento de Taiwan, a antiga pocilga colonial, foi restaurada para receber suínos que o Estado são-tomense importou da Inglaterra. Os porcos de raça inglesa estão a ser tratados por técnicos taiwaneses.

Posteriormente serão entregues a cooperativa de criadores de suínos de Água – Izé. 11 agricultores de Água Izé, foram formados sobre as práticas de tratamento dos suinos. Água Izé é assim, o berço o projecto de desenvolvimento da suinicultura, com meta em 2017. Helder Menezes, responsável do projecto, numa entrevista ao Téla Nón, apresentou os grandes objectivos do projecto de suinicultura. «Primeiro melhorar a performance genética das raças locais e aumentar a produção suína; 3º melhor a qualidade de carne; 4º contribuir para redução da importação de ração e o 5º melhorar o sistema de exploração», explicou.

Um segundo centro suíno vai ser construído na roça nova Olinda, antiga dependência de Água Izé. O projecto prevê a instalação de um centro de inseminação artificia, a reabilitação e equipamento do matadouro central de São Tomé, produção e distribuição de leitões aos criadores, e serão realizadas 34 acções de formação para os criadores seleccionados de suínos. Mulheres criadoras de suíno serão alvo de atenção especial. Pelo menos 15 mulheres criadoras, foram ser formadas.

O Governo através do Ministro da Agricultura e Pescas, António Dias, pretende atingir a meta recomendada pela FAO em termos de produção de carne. 10 quilos de carne por cada habitante por ano. «Colmatar o défice alimentar de proteína animal cujo consumo da carne animal é inferior ao valor definido pela FAO que deve ser de 10 Kg por cada habitante por ano», precisou o ministro.

Um projecto com duração de 5 anos, que poderá contribuir muito para aumento da produção da carne, e melhoria da dieta alimentar dos santomenses. Um projecto que coloca novamente Água Izé como roça pioneira na disseminação de uma produção, que pode fazer história no país.

Bendzaison Lima / Abel Veiga

 


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